É aqui que eu desço

Essa superinteração criada pelas redes sociais acabou com o espaço para a reflexão solitária.

Grupos do Whatsapp, do Facebook, a miríade de contatos adicionados aos perfis pessoais como amigos, a necessidade de “curtir”, “compartilhar”, “comentar” o que os outros fazem ou falam suprimiu aqueles momentos em que as pessoas pensam na vida e nas coisas ao seu redor.

Por exemplo: num ônibus, não se vai mais calado, olhando o que acontece e elocubrando algum projeto ou alimentando algum sonho… não. Vai-se armado com um smartphone abelhudando o que se posta nos grupos do Whatsapp, no Facebook, Twitter, Instagram…

E isso pode ser espraiado para toda e qualquer oportunidade que, no passado, significava passar um momento sozinho.

Enquanto defecam nos vasos sanitários, muitos há que defecam simultaneamente nas redes sociais…

Ainda não se sabe que consequências boas ou ruins poderão advir deste novo padrão cultural de comportamento.

Mas que isso já é um fato social relevante e digno de consideração acadêmica mais séria, é.

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O Autor


Israel Nunes é Professor Universitário, Procurador Federal, Doutorando em Ciências Jurídicas pela Universidade Nacional de La Plata (Argentina) e autor do livro "Servidores Públicos: aspectos doutrinários, legislativos e jurisprudenciais" (Editora Nelpa, 2009).
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