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Saudosismos de Abobreira…
O mar para mim sempre foi objeto de fascinação. Ainda menino, até o início da adolescência morei na rua Barão do Rio Branco, antiga Mata Calado no Pontal e tinha à frente de casa a visão esplendorosa da baía do Pontal, ao fundo o início da Orla Sul, com o Morro de Pernambuco, rodeado pelas praiais da Nova Brasília, Bica e da Concha.
Acompanhava o entrai e sai dos saveiros diàriamente, a lancha Co…ra de seo Fausto, os barcos Janaína, Cardeal, Albatroz, a faina diuturna dos lobos do mar, quando em terra consertando as velas, mastros e cascos das embarcações, as figuras corajosas de mestre Roxinho, mestre Cilô, mestre Agenor Galo, mestre Esterlino, mestre Valdês.
Lembro-me das mudanças de vento, quando entrava o vento sul, nós moleques acompanhando as mulheres dos pescadores nossas vizinhas, do alto do pedra do Ciriaco vislumbrando, temerosas, a lonjura do mar, tentando enxergar as embarcações de volta devido ao vento forte que provocava temporais e naufrágios.
José Henrique Abobreira, pelo facebook
Lindo olhar ficou para outro dia.
Tem sido assim. Arreliado, basta ir ao Bruxo para ouvir das suas e sair de lá com novo fôlego, inclusive para as apoquentações políticas.
Stella, esposa observadora, percebeu antes de mim que o Feiticeiro sabe reavivar os amofinados. Essa circunstância me causou grande surpresa dia desses. E, tal a familiaridade com que nos referimos a Abobreira como “o Bruxo”, ou “O Feiticeiro” em casa, que nem mais o mencionamos pelo nome. “Você viu o que o Feiticeiro colocou no facebook?”, fala Stella em voz alta do quarto, enquanto estou assistindo TV. “Stella, vou no Bruxo e mais tarde eu volto”, digo eu aos sábados.
Minha mãe, que aprendeu a nutrir pela nora desde cedo as impressões comumente atribuídas às sogras, veio de visita à nossa casa. Para azar nosso, era um dia de amofinamento meu: os pedidos dos “eleitores” começaram cedo para quem teve a temeridade de se anunciar pré-candidato a qualquer coisa. Bola de futebol, camisas para bloco de carnaval, apoio para feijoada, a vida cutural da cidade é intensa.
Obviamente, já começo em desvantagem. Mais por ser sovina do que com receio da legislação eleitoral, eu nego. Mas negar algo apoquenta. Sobretudo se os pedidos são muitos, muitas são as negativas. E se você quer se popularizar, então… eu me apoquento.
Pois nesse dia minha mãe estava nos visitando. É importante pontuar que ela às vezes é evangélica. Às vezes, sim senhora. A bem da verdade, ela, por influência de uma tia, frequenta a igreja, mas ainda não está exatamente firme sobre assumir esse compromisso. Fato é que a fé da minha mãe aumenta quando encontra oposição ou alguém que a contrarie. Algumas pessoas são assim: reforçam suas convicções quando as têm contrariadas por outra pessoa. Meu amigo Emílio Gusmão é assim.
Stella, ao contrário, é espírita. Estava formado o caldo. Eu, espezinhado a um canto, sem me manifestar sobre a razão. Stella espírita e minha mãe evangélica, das que têm uma fé diretamente proporcional à contrariedade da convicção que enfrentam. Após os beija-mãos de praxe no recebimento da nossa visita, sentamo-nos. Eu retornei ao canto do sofá, Stella à mesa de vidro na mesma sala, lendo um romance cujo título não me lembro, mas cuja autoria era algo como “pelo espírito Fulano de Tal”.
Minha mãe, visivelmente frustrada, tentava iniciar algum diálogo para saber o que havia. Eu respondia monossilabicamente. Aqui mais vale a honestidade do que o estilo literário: não sei descrever o incômodo provocado nos presentes pelo silêncio que se seguiu.
Stella, movendo-se na cadeira, a cada meio minuto trocava a perna sobre a qual gosta de se sentar. Minha mãe, penso eu que tendo percebido a capa do livro que Stella segurava, ensaiou contar um caso que ouviu de um testemunho na igreja. Só ensaiou, porque, tal como eu não ouvia, Stella também não. E isso foi a origem do que veio a seguir.
Como se estivesse pensando absorta há algum tempo na solução da silenciosa peleja, tendo-se lembrado das benfazejas alquimias do Bruxo para me livrar da tristeza, decretou Stella com solenidade, interrompendo a minha mãe:
- Vamos agora lá no Feiticeiro resolver isso.
Foi o suficiente. Minha mãe tremeu a cabeça entre incrédula e admirada com tamanho desafio e de plano disparou, já quase berrando:
- Não vai nada! É por isso que você está assim! Ela fica te levando nessas porcarias de feitiço! Você não está vendo que isso é coisa do Inimigo, meu filho?
E ninguém poderá dizer que fico inventando estórias. A gritaria que se instalou depois pode ser atestada pelos vizinhos, que a tudo devem ter ouvido.
Fato é que, após toda a confusão, minha mãe foi embora sem se dar por rogada das explicações e eu e Stella fomos ao Bruxo. Mas hoje, o Feiticeiro é quem estava precisando de umas mandingas e não pôde me dar os detalhes do caso do “emplacamento” político de Lindo Olhar, um sujeito que fazia carrêto no Pontal. Ficará para outro dia a oportunidade de registrar a anedota.
Sobre a crônica “O bruxo das frentes”, me escreveu uma leitora que o caso é verídico, que o insano sujeito é sua parentela e que agora diz ter uma fórmula de fabricar diamantes a partir de areia da praia. Me pediu somente para não revelar o nome.
Que seja.
Sobre a greve da PM ou cartilha de como o Governo pode iniciar as negociações
Este não é um texto de cunho jurídico. É de natureza eminentemente pedagógica. Posso me dar ao luxo disso, pois, além de professor, o meu blog é de poucos acessos. Isso me permeite falar em segurança. Quem se importa com o que fala um blogueiro de pouca expressão do sul da Bahia sobre um evento que tomou proporções nacionais?
A Polícia Militar baiana é pessimamente remunerada. E pessimamente aparelhada. Os seus direitos humanos fundamentais não são garantidos. As mães, esposas e esposos desses profissionais sabem quando eles saem de casa. Mas não sabem se retornam.
Essa situação não é novidade para o Governo do Estado. Subestimou o movimento dessa categoria, portanto. O resultado é grave: greve.
Lideranças não deflagram uma greve sozinhas. É preciso um sentimento geral mínimo de insatisfação. Se a greve aconteceu, esse sentimento existe. Ele integra as condições subjetivas da manifestação paredista. Esse sentimento reflete as péssimas condições objetivas de existência dos policiais militares, tais como ser pessimamente remunerada, pessimamente aparelhada, não ter seus direitos fundamentais respeitados…
O que cabe ao Governo fazer? Negociar, é óbvio. Mas, eis aqui um problema: a repressão ao movimento fez com que ele se radicalizasse. Então, é necessário criar as condições objetivas e subjetivas de negociação. Eis aqui a essência dessa breve exposição.
Como se criam as condições objetivas da negociação num caso como este? Como partir o recrudescimento do movimento paredista? As relações se deterioraram a tal ponto que agora se trata de travar uma guerra nos meios de comunicação e nas redes sociais sobre quem tem ou não razão. Trata-se, agora, não mais de ganhar a adesão de toda a categoria – cujas manifestações de apoio têm vindo de corporações militares inclusive de outros estados da Federação – mas sim de ganhar a opinião pública em si. É óbvio que isso redundará em prejuízo nas pesquisas de desempenho do Governo Wagner, seja qual for o resultado. A população está dividida.
Mas voltemos à criação das condições objetivas de negociação. A primeira delas é a indicação de um hábil negociador, com prestígio na população, no Governo e na corporação. Ou pelo menos, neutro. Tal como Wagner foi um hábil negociador na questão da greve de fome do Bispo que protestava contra a transposição das águas do Rio São Francisco. E trata-se de colocar um negociador cujo principal parâmetro seja a confiabilidade.
A primeira condição, o primeiro aceno, deve partir do Governo do Estado nesse sentido. Por que? Porque ainda estamos diante da criação das condições de negociação e não da negociação em si mesma. E o que será oferecido? Será oferecida anistia às lideranças do movimento grevista e aos militares pelos atos até então praticados em razão exclusivamente da greve, inclusive os atos de insubordinação e indisciplina. Isso deve ser oferecido publicamente e sob a condição de se sentarem todos à mesa de negociação.
Isso será suficiente para as lideranças sentarem-se à mesa? Sentar-se à mesa não quer dizer absolutamente nada. Se a exigência para a
negociação da greve for o cumprimento de toda a pauta reivindicatória de uma só vez, não se trata de negociar, mas de impor.
Qual o segundo ponto? Estipular uma agenda curta de rodadas de negociação, sob a condição de suspensão temporária do movimento paredista durante essa curta agenda. Afinal, todos precisam ceder. Qual o prazo? Uma semana ou duas, no máximo.
E se o movimento não aceitar a suspensão da greve? Sim, porque sabem que, depois de mobilizados, uma desmobilização total é difícilvoltar a mobilizar-se de novo. Então, o Governo deve oferecer a suspensão parcial do movimento paredista. Cinquenta por cento do efetivo nas ruas, por exemplo. Ou quarenta. Ou trinta. Dependerá sempre da capacidade e dos ânimos de cada um. E da vontade políticaO Governo precisa acenar ao mesmo tempo para a corporação e para a sociedade no sentido de que está envidando todos os esforços possíveis para pôr fim à greve da melhor forma possível.
A corporação irá aceitar? Não sei, mas diante do primeiro aceno do Governo, oferecendo anistia, isso equivaleria a ser intransigente.
E depois? Depois, é o toma lá, dá cá. Reintegração do líder Prisco à corporação, em cumprimento à anistia de 2001, aplicação do Plano de Cargos e Salários, recomposição salarial, aparelhamento, tudo dependerá da capacidade das partes de continuar o diálogo.
Mas eu sou um simples blogueiro, o que me dá uma condição privilegiada de, anonimamento, elocubrar à vontade, sem as pressões inerentes ao envolvimento direto na questão.
Pelo sim, pelo não…
Nesse período de greve da Polícia Militar da Bahia, pelo sim, pelo não, optei por ficar mais tempo em casa. Bom para a Shih-tzu que resolvi criar recentemente. E, ficando em casa, me dediquei um pouco a leituras mais amenas.
Li “Freakonomics”, um excelente livro, que durante várias semanas permaneceu na lista de mais vendidos livros de não-ficção. Não que isso seja indício de qualidade, é óbvio.
O livro em si é bom. Trata, basicamente, de se aplicar uma análise econômica sobre as coisas da vida diária. Ou, se se preferir, de utilizar uma espécie de ”método” da economia a coisas comuns, fazendo perguntas inusitadas e obtendo respostas inesperadas. Em alguns pontos, os autores foram acusados de nazismo.
Por exemplo: questionando sobre as causas da diminuição dos índices de criminalidde em alguns Estados dos EUA, atribuem como fator decisivo não o aumento do contingente de policiais nas ruas, ou a melhor distribuição de riquezas, mas sim uma autorização para a prática legal do aborto concedida nesses mesmos Estados cerca de trinta anos atrás. Como afirmei, estar na lista dos mas vendidos não é sinônimo de qualidade.
Também curiosa é a explicação dada pelos autores para o desprestígio em que caiu a Ku-Klux-Klan após a segunda metade do século XX. Afirmam que não foi necessariamente um resultado das lutas anti-racismo norte-americanas, mas decorreu principalmente da atitude de um homem que resolveu dar ampla publicidade a certas informações consideradas sigilosas pela Ku-klux-klan e que tornavam essa organização glamourosa para muitos brancos desocupados.
Uma organização envolta em segredos desperta respeito e até certo medo, mas, quando se põem a nu, de maneira jocosa, seus rituais, seus salamaleques e beija-mãos, suas indumentárias nada convencionais, que pareceriam risíveis e canhestros para a sociedade, até mesmo os mais ansiosos por ingressar na organização sentem-se envergonhados de manifestar esse desejo, para não serem ridicularizados. Pois o que se fez foi exatamente isso. Ridicularizou-se nos meios de comunicação – especialmente no rádio – a indumentária, os rituais, os códigos e os meios de falar da Klan a tal ponto que o que antes era visto como respeitável e até desejável pelos jovens brancos, passou a ser motivo de vergonha nas ruas. Foi o fim da Klan.
Isso me fez refletir sobre o papel do riso. No livro “O Nome da Rosa”, Umberto Eco discute esse papel de maneira espetacular, numa ficção que envolve misteriosos crimes medievais solucionados brilhantemente por um monge só pelo raciocínio lógico, na qual é ao mesmo tempo debatida a questão da Inquisição, a cisão da Igreja, o poder temporal e espiritual das diversas ordens religiosas, as lutas internas por poder político entre essas ordens e muita filosofia aristotélica. É, seguramente, um dos melhores livros que já li.
O riso desconstroi. Um sisudo perde o prumo diante de uma boa gargalhada. Bem por isso, em muitas ordens religiosas, o riso era proibido. Só podia ser coisa do Diabo mesmo. Se entendia que rir equivalia a desdenhar as coisas de Deus. Mas, porque Deus há de ser sério, afinal? Nunca vi um Cristo sorrindo nos quadros que o representam.
Os renascentistas conheciam bem esse debate. A réplica da Monalisa que tenho em casa parece me sorrir de canto de boca, um sorrisinho maroto, que não quer ser denunciado, mas que se insinua, numa boca fechada e uma expressão de alguns músculos faciais que parecem ora sorrir, ora estar séria. Da Vinci era mesmo um mestre das artes plásticas. A dubiedade da expressão da Gioconda é simplesmente brilhante. Da Vinci, por meio da Monalisa, desdenha de nós, descaradamente. Ao ter terminado a Monalisa, deve ter sorrido, imaginando a expressão dos espectadores. A Monalisa ri ou não ri? Eis a questão…
Cansei de escrever. Por hoje, chega de Internet. Vou ali comer uma moqueca.
O bruxo das frentes
Quando o ano acabar, se acabar, a única certeza que tenho é a de que em 2013 escreverei outro livro. Dessa feita, não será um livro técnico. Pelo menos não no sentido que habitualmente se atribui ao termo “técnico”. Será um livro de crônicas políticas, especialmente das crônicas políticas de Ilhéus.
Mas não todas elas. Só as narradas a mim por um recente amigo, José Henrique Abobreira, que conheci por intermédio do blogueiro Emílio Gusmão. A amizade com Emílio Gusmão nunca me rendeu um centavo. Em contrapartida, me trouxe grandes riquezas. José Henrique Abobreira é uma delas.
Abobreira é uma daquelas pessoas a quem podemos chamar de bruxo. Penso que essa alcunha de feiticeiro quem lhe deu foi Gusmão. Ou Carlos Pereira, outro amigo. Não sei ao certo. Mas, voltemos a Abobreira.
É um bruxo este homem. Com seu falar e suas ideias, põe encantos e feitiços nas mentes. Isso porque sabe ler os corações. Anima-nos quando esmorecemos, sabe tocar nos egos e mexer nos brios de modo a influenciar as ações daqueles que estão à sua volta. E recentemente descobri que com alguns abracadabras, cura até pressão baixa.
Contou-me Abobreira que, quando era vice-prefeito e Secretário Municipal, um cidadão, certamente ensandecido, comparecia diuturnamente à sua Secretaria, pleiteando uma verba de cinco mil reais para pôr em andamento uma ideia mirífica.
O doidivanas sustentava, com veemência mas apenas murmurando para o Secretário, temendo ser ouvido por outro de igual matriz psiquiátrica, que tinha descoberto um modo de fabricar ouro. Isso mesmo, um jeito de fabricar o metal do rei Salomão.
Quando o bruxo, contando-me isso, chegou nessa parte da história, o interrompi, já rindo, de maneira abrupta, afirmando que assim equivalia a forçar a amizade. “Você vem me contar uma cuiuda dessas, Abobreira!”.
- Pois eu quero cair cego aqui! – O bruxo me repreendeu, com o dedo em riste.
Sem se fazer de rogado, Abobreira disse que o orates aparecia quase todos os dias atrás do sobredito recurso para transformar-se no Midas. E o Secretário, sempre educado e espirituoso, para dispensar o doido sem provocar escândalo, dizia-lhe que para arranjar o recurso era necessário apresentar um projeto, pois sem documento nenhum não tinha como justificar a despesa. Dispensava o insano alquimista dizendo que sem “papel”, só “de boca”, não dava.
Numa tarde, o Secretário havia chegado para o Gabinete com o humor alterado, fruto de problemas administrativos e desgastes naturalmente causados pelas atividades inerentes à política, quando o cidadão lá se encontrava à sua espera. Instado pelo maluco novamente, chamou-o de canto e diparou:
- Olha aqui, eu vou arranjar os cinco mil.
Apertou o cidadão ainda mais contra a parede, num tom sério e sussurrando com firmeza:
- Mas, veja bem! Eu estou nessa merda aqui é para roubar. Eu quero é me dar bem! Amanhã eu vou arrumar os cinco mil daqui da Prefeitura, mas metade da produção é minha.
Abobreira disse que o doido nunca mais apareceu. O bruxo atribui isso talvez à circunstância de que o elemento deve ter pensado que encontrou alguém mais ensandecido do que ele próprio.
Está óbvio que não acredito nisso. Não na história, mas na justificativa para o sujeito ter sumido. A razão só pode estar no fato de que o sujeito era ambicioso demais.
Digo isso porque, depois que passei a frequentar os meios políticos, uma coisa aprendi: tem doido demais na política, mas o número de ambiciosos é insuperável.
FALTA DE ADMINISTRAÇÃO
E-mail enviado por Edson Augusto, publicado integralmente a pedidos.
“Ilhéus está abandonada por todos os poderes públicos.Como se diz popularmente “está entregue às baratas”.
1) No bairro Hernane Sá os coletivos não tem horário certo. Ficamos à mercê da boa ou má vontade dos motoristas.Chegamos a ficar quase 40/60 minutos esperando pelo transporte coletivo.E ai de quem reclamar…está sujeito a ser ameaçado, agredido pelos fanfarrões do volante.Muitas vezes nem param no ponto solicitado. Um verdadeiro acinte contra a população que depende do transporte coletivo. Afinal, temos ou não uma Secretaria de Transportes? O que faz,se é que existe, o Secretário? Onde está a fiscalização?
2) A sujeira e a fedentina são um caso de atentado à saúde pública. Hoje, dia 07-01-2012 desde o Parque Infantil(Av. ACM-Malhado) até a Praça do Tamarineiro estava uma fedentina terrível. Me perdoem os leitores mas um “verdadeiro cheiro de merda”!!!Quem passar ou passou por lá pode atestar isso.
Nos festejos do Ano Novo em muitas ruas do Hernane Sá entramos o ano cheirando o lixo não recolhido. Uma vergonha!!!
Pude verificar hoje (07-01-2012) dois navios cruzeiros atracados no porto de Malhado. Será que os turistas passaram pela Av. ACM no Malhado? Rezo para que não.
Temos um prefeito? Temos vereadores? Pelo amor de DEUS é de revoltar qualquer cidadão.Faço a seguinte pergunta:
Que marca de homens são estas que estão na administração da cidade? Eu me pergunto tambem se temos um Ministério Público atuante, porque a revolta público já está demais.
Será que esses elementos vão ter a coragem de irem pedir votos nas próximas eleições? Vamos aguardar.
Agradeço aos leitores pela paciencia”.
Insatisfação
Moradores da rua Hermínio Ramos, no bairro do Pontal, estão insatisfeitos com a situação local.
Há muito tempo, a rua está interditada por conta de uma obra inacabada.
Os transtornos têm sido grandes, já que muitos moradores não conseguem ter acesso de carro às suas residências, além do acúmulo de água da chuva ser um repositório de vetores de diversas doenças, como o mosquito da dengue.
Este blog está aberto às explicações, se existirem.
Prospectiva
E, por último, há uma medida que considero interessantíssima em termos de mobilidade urbana para o Município de Ilhéus. Como sabemos, a cidade é bastante acidentada do ponto de vista geográfico, contando com parcela significativa da população residindo nos morros. A implantação de um sistema de transporte com base em teleféricos poderá dar acesso fácil desses habitantes ao centro da cidade e vice-versa, a um custo especialmente barato para os usuários, interligar muitos morros e bairros entre si, além de, se bem planejado, servir de atrativo turístico de espetacular valor, considerando as belezas geográficas da paisagem ilheense, quando vista do alto de seus morros. Acresça-se a isso o fato de que haveria redução da emissão de poluentes na atmosfera, o que torna esse tipo de transporte ambientalmente correto.
Alguns amigos pediram-me que fizesse um texto sobre o ano de 2011, no modelo nada repetitivo de uma Retrospectiva. De início, aceitei a sugestão, mas, como tive tempo suficiente para refletir durante os últimos engarrafamentos no centro urbano de Ilhéus, mudei de ideia.
Cansado de tanto aguardar o trânsito andar, decidi fazer uma prospectiva de 2012 e dos anos que virão, de tão ansioso que estava por chegar em casa. E que melhor tema para tratar no momento senão a mobilidade urbana?
Tema tão caro àqueles que discutem o desenvolvimento sustentável, mas cujos discursos, muitas vezes por falta de tempo ou de espaço, acabam somente por tecer críticas ao sitema de transporte público eficiente e clamar por mais mobilidade urbana, sem entretanto propor alternativas concretas de melhorias. Então, como este blog é pessoal, me sobra espaço e, diante dos recessos e festejos do ano novo, me sobra tempo para desenvolver algo mais que um discurso generalizante.
Vamos do início. A mobilidade urbana pressupõe um conjunto de estruturas e equipamentos públicos e particulares que permita aos cidadãos realizar os deslocamentos rotineiros ou não rotineiros na cidade de maneira célere, barata e confortável.
Isso, por óbvio, depende de algusnfatores, como a distribuição da população pelo município, os meios de transporte à disposição dos cidadãos e o custo econômico, ambiental e social de utilização destes meios, a quantidade e a qualidade das vias de tráfego em relação aos meios de transporte e as condições geográficas do território do Município, além de alguns outros fatores aqui deixados de lado por razões puramente metodológicas.
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III Plenária Unificada das Militâncias
Aconteceu no dia 21 de dezembro a III Plenária Unificada das Militâncias por uma cidade sustentável, no Banco da Vitória, que conta com a participação do PCdoB, PMDB, PDT, PRB, PSD, PSDC, PSDB, DEM, PTdoB, PTN, PMN e PSC.
O evento aconteceu no clube daquele bairro. Estiveram presentes diversas lideranças, que se manifestaram a favor de projetos de efetivas melhoras para aquela comunidade, para além de meras promessas efetuadas em campanhas eleitorais.
Entre as queixas dos cidadãos, a inexistência de locais adequados para a prática de esportes e a utilização desordenada dos espaços públicos, provocando diversos incômodos aos moradores.
Além disso, foi mencionada a inexistência de uma escola pública de segundo grau na localidade, o que obriga a juventude a se deslocar para o centro urbano ou para outros bairros a fim de contnuar os estudos regulares. A ausência de políticas públicas de inclusão e profissionalização da juventude também esteve na pauta dos moradores.
Diversos moradores também fizeram reclamações a respeito da inexistência de saneamento básico para servir a maior parte da comunidade, além da falta de iluminação pública e do antigo matadouro municipal, hoje utilizado como depósito de lixo e local de uso de drogas.
Os pré-candidatos a Prefeito Israel Nunes (PCdoB), Cacá Colchões (PMDB) e Ruy Carvalho (PRB), além de representantes dos outros partidos que compõem a Plenária Unificada das Militâncias (PMN, PTN, PTdoB, PDT, PSD, PSDC, PSDB, PSC e DEM) estiveram presentes para ouvir a comunidade e debater os seus problemas.
Concurso fotográfico da Cicon em Ilhéus
A Cicon Construtora e Incorporadora está realizando em Ilhéus o concurso cultural de fotografia “Eu amo o pontal”. A seleção já se encontra na fase de votação das 20 melhores fotografias, pré-selecionadas por uma comissão de profissionais da área. A votação é pública e está sendo realizada na internet, no site de relacionamentos facebook.
O concurso tem como objetivo chamar atenção para as belezas naturais do bairro do pontal, que é um dos cartões postais da cidade ilheense, com o intuito de conservá-lo, ao mesmo tempo em que comemora o lançamento de mais um empreendimento, o Pontal Privilege, situado na Av. Lomanto Júnior, na orla do pontal.
O concurso atraiu diversos fotógrafos amadores e profissionais, inclusive eu, que estou entre as 20 melhores fotografias, sendo a 4ª mais votada. As colocações dos fotógrafos serão premiadas, sendo o 1º lugar contemplado com um notebook Sony Vaio, o 2º colocado com um Ipod Nano e o 3º colocado com uma câmera fotográfica digital. O início das votações se deu a partir do dia 17 de dezembro e se encerrará no dia 03 de janeiro do ano que vem. Para quem deseja conferir e computar seu voto basta acessar e curtir a página da cicon construtora e incorporadora no facebook e depois curtir a foto que mais lhe agradou. O link para curtir a minha foto é :
o link para curtir a página da cicon é:
http://www.facebook.com/ciconconstrutora
Que vençam os melhores!!!
1º Seminário de fortalecimento da população LGBT
De 04 a 08/12, no Hotel Aldeia da Praia aconteceu o 1º Seminário de Fortalecimento da População LGBT do Território Litoral Sul da Bahia na cidade de Ilhéus. Participantes de várias cidades do território compareceram com o intuito de integração e compartilhamento dos saberes dentro dos recortes do movimento LGBT regional.
Estiveram presentes grandes nomes do cenário baiano e brasileiro em mesas temáticas de Direito, Segurança e Justiça, como Dr. Helvécio Argollo, Drª Jurema Cintra e o estudante de Direito e perito do DPT Léo Assunção; na de Educação o Professor e Procurador Federal Israel Nunes, o diretor do Centro Estadual de Educação Profissionalizante Jailson Teles, Saúde a Coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS e HV de Itabuna Enfª Maria Vitória Ramos; Cultura e Política Luzinalda Barreto; Espaços LGBT a vereadora de Coração de Maria e lésbica Edlene Paim, o Ativista do Grupo Gay de Lauro de Freitas Franklin Silva e Otávio Reis do Grupo Gay da Bahia; Direitos Humanos Marluce Muniz do GAPA Itabuna, Sadessa Timboni da Associação de Travestis e Transexuais de Novo Hamburgo e Marina Garlen da Associação das Travestis de Salvador; Comunicação Pesquisador da Faculdade de Educação do Rio Grande do Sul Luiz Felipe Zago e Religião Rondinele Santos, além do bissexual do Grupo Autores da Vida de Ubaitaba Paulo Orrico. O sucesso superou as expectativas da organização do evento, tendo como pano de fundo o Grupo Saphos, Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Sul da Bahia, Federação das Associações dos Moradores de Ilhéus, 6ª DIRES, Coordenação Municipal de DST/AIDS e HV de Ilhéus e Itabuna, Fórum Baiano LGBT, Fórum Baiano de ONGs AIDS, Consultor Javier Angonoa, Coordenação Estadual de DST/AIDS e HV, em especial Simone Sturaro, Departamento Nacional de DST/AIDS e HV, Secretaria Municipal da Saúde de Ubaitaba, Wesley Francisco, Rede Afro LGBT e Grupo Cactus de Irecê na pessoa de Márcio Messias que incentivaram na idealização do Seminário e a todos que aqui compareceram. E a certeza do 5º Seminário Estadual do Fórum Baiano LGBT em Ilhéus.
Jurandyr Telles













